terça-feira, 22 de junho de 2021


 CUIDADO COM OS GENOCIDAS

Em 1933 na Alemanha berço de filósofos e pensadores, os nazistas queimaram em praça pública livros de escritores e intelectuais como Marx, Kafka, Thomas Mann, Abert Einstein e Freud, o criador da psicanálise que fez o seguinte comentário a  seu amigo Ernest Jones: “Que progresso estamos fazendo, na idade média, teriam queimado a mim, hoje em dia, eles se contentaram em queimar meus livros”. Deixando de lado o fato de que a ironia de Freud logo se tornaria ingênua diante da barbárie dos fornos crematórios de judeus em Auschwitz e Dachau . Quando temos no poder um louco, com ódio e com seguidores ficamos sempre pensando qual é o próximo passo da barbárie, sacrificar seu povo tachados de loucos e maconheiros ou até queimá-los para apagar de vez a sua memória e dos seus livros. Este é o perigo do fascismo e como diz Brecht, “a cadela do fascismo esta sempre no cio”, e o perigo dos golpistas e fascistas estão sempre nos rodando. Despertem contra a insanidade e não deixem a sua nação cair na ignorância e no ódio, porque mortos já temos muitos e vivendo uma distopia. 

segunda-feira, 21 de junho de 2021

O RATO NA GAIOLA.

Você quer entender o processo, mas não lê, só clica e ouve o que os outros teus iguais dizem ou o que a televisão na tua sala, o grande Deus Sony te ensina e te doutrina você não pode discutir com a televisão e ela é real, é imediato, tem dimensão, esta no teu espaço. Ela diz o que você deve pensar e te bombardeia com isso, com as doutrinas do poder e ela parece ter muita razão. Ela o leva depressa as conclusões que sua cabeça não tem tempo para pensar e protestar, e também houve alguns imbecis te dizer que os livros aceitam tudo e você não sabe as qualidades literárias e aceitas tudo, então os livros não são reais, a televisão esta aí, falando para nós, ela é a verdade. Então os livros podem ser derrotados e você vai desperdiçar seu tempo, suas últimas horas correndo dentro de uma gaiola com rodas como um Hamster negando tudo, dando viva a ignorância a tua decadência e gritando mito para teu opressor, mas fazer o que? Se você é um rato que um dia pode ajudar a queimar os livros em praça pública, sob as bênçãos de um pastor maluco.      

Jaime Baghá observando a tragédia. 

 

quinta-feira, 17 de junho de 2021


 SONETO A SOLIDÃO

Quero ficar silencioso

Ouvindo músicas francesas

Nenhuma luz acesa

Contemplativo, misterioso

 

Quero a solidão de companhia

A dor que me fez ermitão

Em meio a multidão

Estou só, numa afasia

 

Quero ser o inviso

Para não privar-me da sorte

Para não perder o juízo

 

Quero a distância dos falsos

Procurando o meu norte

Alhures no meu cadafalso.

 

O meu eu, mais eu – Jaime Baghá

segunda-feira, 7 de junho de 2021


 Casablanca, Rick Blainer (Humphrey Bogart) e Ilsa (Ingrid Bergman)

Com um salário miserável , uma ajuda pior do que uma esmola,ou não tendo nada para sobreviver, morando em péssimas condições e governados por um demente, Rick não tem nada a dizer para llsa. O amor também é um luxo, eis a condenação. Jaime Baghá

sábado, 5 de junho de 2021

 As voltas do mundo.

Vivi uma época de mudanças onde vi o executivo de cabelo escovinha que personificava o homem romano de antiga cepa, mas seu filho andava de cabelos compridos, gostava de gírias,  rock e coisas indianas, gostava de citara asiática, lia textos budistas ou libelos leninistas, conseguia conciliar Hermann Hesse, o zodíaco, a alquimia, o pensamento de Mao, adepto da maconha e sacava os ídolos das guerrilhas urbanas, alguns até trocam de casais e colocava em crise o modelo de família puritana. Eis o novo mundo que vivi e vejo novas mudanças. Estou vivendo a descentralização absoluta, crises nos poderes, o poder das corporações reduzido a uma ficção e um sistema de princípios cada vez mais abstratos. Hoje em grande atuação o capitalismo de estado voltado para grandes empresas, por isso gosto de Noam Chomsky  e todo bom ativista político. O avanço do poder tecnológico esvaziou as instituições e abandonou e centro da estrutura social, há um novo mundo ao qual eu não simpatizo porque acho que ele perdeu sua magia e valoriza os valores pecuniários, criando um mundo de mais distanciamento e miséria, e eu com minha idade avançada não quero ser um neonomadismo digital, já sou nômade nos meus pensamentos e escritos, fazendo força  para poder viver uma época interessante, como diziam os chineses.

Cuidado com as voltas que o mundo dá, hoje você lança as palavras, amanhã sente o efeito delas.  Jaime Baghá


domingo, 30 de maio de 2021


 FASCISMO

A posição do fascista não é suscetível de argumentação. Não há argumentação possível com o fascista, porque mesmo que ele não tenha argumentos, se você der vários argumentos a ele, ele não vai ouvir, porque a posição dele é irracional, ele é movido pelo ódio, e por um ódio que é visceral. Que evidentemente foi plantado na cabeça dele, ao longo de um tempo muito grande, que ele incorporou como sendo dele. Não há possibilidade de diálogo. E o que estamos vendo no Brasil, que era uma coisa que não existia aqui, é justamente o surgimento desse tipo de comportamento visceral, irracional, absolutamente imune a qualquer consideração de ordem argumentativa, e que parte direto para a violência. O cara não tem uma literatura de conhecimento, só colocaram na cabeça dele e que foi suscitado o que de pior existe na alma humana e é isso que esta sendo mobilizado. É essa mobilização que gera um movimento fascista. A mobilização politica desse pathos, dessa quase patologia, isso é o fascismo. Não ofenda quem vê desta forma que podemos dizer acadêmica, não o chame de comunista, vai pra Cuba, e outras tolices pensando que vai ofender uma pessoa de conhecimento. Será que toda esta tragédia no Brasil e este poder imbecil e trágico não fez você enxergar o óbvio?  Este neoliberalismo é um fascismo invertido e se você não é um inocente sem cultura e nem vive de conveniências, o fato é trágico e você precisa de ajuda.    Jaime Baghá

segunda-feira, 24 de maio de 2021


 OS SONHOS

A ganância e o poder politico esta presente nos mecanismos mais sutis de permuta social, não somente no Estado, nas classes, nos grupos, mas também nas modas, opiniões correntes, espetáculos, jogos, esportes, relações familiares e particulares e até nos impulsos liberadores que procuram contestá-los. Todo discurso de poder gera culpa, não só na sua história política e histórica. Há os novos pastores ligados ao poder, os cães dos pastores e as ovelhas, eles manipulam “espiritualmente” a sociedade, os homens, as armas e junto com o poder mantém a todos, uma parte iludida e dando vivas ao carrasco, hipnotizados pela mentira que entra nos seus aparelhos de informação. O poder é um parasita de um organismo transocial ligado a história dos homens que fazem um sistema de regras onde impera o ódio, a fome, a doença, a miséria e a pobreza. O poder chega ao fascismo como dispositivo modelizante e secundário,  com sua epifania ameaçadora criadores de sub-raças e seus modelos, seus argumentos demagógicos que vemos nos meios de comunicação do poder em nível jornalístico cotidiano. Por isso digo NÃO, sou da época de Aquarius, e mesmo mais velho vivo na contramão do establishment e sempre vou dizer NÃO a submissão dos cidadãos em determinados estados. Não há caminho para a paz e a paz é o caminho e a única opção para se viver em harmonia e se você quer paz, trabalhe contra a injustiça, a justiça não vem sozinha,  devemos fazer nossa parte para alcança-la, quem quer justiça defende a vida, a inteligência a serviço do amor e da compreensão. Guerras, violência, ódio e abusos não leva a lugar nenhum, só a dor. Como dizia John Lennon, sonhe com este mundo e faça acontecer. Como eu disse, sou desta época, por isso sempre digo NÃO a irracionalidade porque sem os sonhos não posso viver.   Jaime Baghá

quinta-feira, 20 de maio de 2021

MÁGOAS

 

Ali

Aqui

As mágoas.

 

Conhecidas

Vividas

Escondidas

As mágoas.

 

Provei

Provoquei

Chorei

Causei

As Mágoas.

 

Contristado

Dolorido

Desagrado

Ferido

Pelas mágoas.

 

Mas são os rancores

Os falsos

Ou outros amores

Que causam a ferida

E marcam meu coração

As mágoas da vida.

 

Tentando explicar as mágoas – Jaime Bagha  
 

sábado, 8 de maio de 2021


 Nossa barca elevada nas brumas imóveis navega em direção ao porto da miséria, a cidade enorme de céu sujo de fogo e lodo

Quando iremos, enfim, para além das praias e das montanhas saudar o nascimento do trabalho novo, da sabedoria nova, a fuga dos tiranos e dos demônios, o desaparecimento da superstição; quando iremos adorar - os primeiros! - a Natividade sobre a terra? O canto dos céus, a marcha dos povos!
Escravos, não amaldiçoemos a vida.
Acho que a poesia de Rimbaud se encaixa com este momento em que vive este país. Jaime Baghá

quarta-feira, 5 de maio de 2021


 O SER

Nesta imensa teia

O ser caminha

E ao invés de viver, tateia

Procura por algo

Às vezes sem razão

Amargo

Cria a dor

Constrói feridas

Às vezes o amor

Alegre, dolorido

O ser se diz

Em vários sentidos

Esquece a grandeza

O caminho da vida

Cria labirintos

Antecipa o partir

Esquece-se de tudo

Do existir

O agora e o ser

O doce sopro

Deste diminuto

Viver

Não pode ser

Fim da estrada

Nem viver

É o nada.

Jaime Baghá – Existencialista, assim como Sartre, “O Ser e o nada.”

domingo, 2 de maio de 2021



MAMBO

 

Dancei um mambo

Encima da tua cama

Olhando teu corpo nu

Ouvindo Smooth de Santana

Na mão, champagne

Gotas no teu umbigo

Ménade em risos

Na cama

Dançando um mambo

Numa orgia louca

Sacana

Ao som Smooth de Santana.

 

Jaime Bagha

quarta-feira, 28 de abril de 2021

BAGHÁ O OBSCURO * (ou Ápeiron)

Amanheci interiorano

Vou para beira do mar

Escrever no promontório

Ficar longe dos Dórios

Que sabem pouco o amar.

 

Além dos desenganos

Sinto o ar do oceano

Longe da afasia

Solitário

Manhã, cedo

Parado numa ataraxia

Sem a lira

Sem enredo

Mas poeta

Mais Aedo.

 

Esqueço os simples mortais

Suas banais cerimônias

Viajo pelo éter astral

No arque das cosmogonias

E os pífios de tão cegos

De quase vazios cérebros

Escolheram seus destinos

Vão para as sombras de Érebos.

 

Não quero suserania

Só etéreo em meu ego

Viajar nas poesias

Como Homero o cego

Indiferente aos povos

Quero ter a plenitude

Na harmonia do logos.

 

Não cultuo rapsódias

Como o senhor do certo

Acho que são paródias

De um poeta eclético

Pois a moral de tudo

É que vivo neste mundo

Uma odisseia louca

Um Ulisses vagabundo.

 

Uma analogia a Heráclito de Éfeso – Jaime Baghá
 

sábado, 24 de abril de 2021


 O PODER DA FRAUDE

Fuja das seitas de dinheiro e politica, da alienação e caminhe com a cultura, com a ecologia, com a sensatez, com a poesia e seja feliz nesta curta existência. Não gosto da histeria, da loucura, gosto da poesia e da brandura. Abomine os sacrifícios de aberração e rituais malucos, para ser feliz precisamos de amor, temos uma religiosidade do inconsciente, do vórtice, da diferença, uma insegurança ideológica e do progresso junto com o jogo cíclico das crises econômicas. Temos um Deus tornado leigo e infinitamente ausente que acompanha o pensamento contemporâneo  manipulado na voz do fanático. Com a cultura sabemos quem é ele no manuseio dos homens gananciosos e falsos pastores, porque tudo explodiu no renascimento da psicanálise, na redescoberta de Nietzsche e de Heidegger, tivemos uma ruptura no modo de pensar o sagrado, aprendemos a ver com a crise, seja do otimismo marxista, ou seja, daquele liberal. Esta religiosidade vazia para entreter e lucrar com as pessoas, invadiu o pensamento da assim chamada esquerda que vê a maquinação e o engano com outra ótica, na verdade nem necessita muito esforço, vendo pastores vendendo feijões milagrosos para curar a pandemia, lembro-me de minha juventude e de  malucos tipos Jim Jones e o reverendo Moon.   Para mim e para quem procura conhecer os homens do mundo, certas resposta deve ser procurada em Freud e Lacan e não nos filósofos embusteiros, na turma do ódio, na nova direita brasileira ou na confraria dos charlatães  enganadores que manipulam o povo imbecilizando-os para manipular o poder. Como dizia Ariano Suassuna, “O fanatismo e a inteligência nunca moraram na mesma casa.”   Jaime Baghá

domingo, 18 de abril de 2021


Sou um brasileiro de estatura mediana, hermético, olhos castanhos que olham no interior por trás de óculos escuros e estou sempre longe noutra situação resolvendo algum problema dos meus loucos pensamentos. Falo muito para alegrar poucos, pouca besteira, excessivamente educado, desajeitado, roupas largas, pouca vaidade na aparência, aceito a vida fatalisticamente pensando em alterar tudo. Tenho ideias estranhas e mórbidas, mas original como realmente tinha que ser, tenho ainda um espetacular senso sardônico de humor negro.

segunda-feira, 12 de abril de 2021


 

PALAVRAS

 Que infernos são estes

Que habitam meu interior?

São as guerras das palavras

São as lutas do meu eu

Numa infindável batalha

De desvendá-las

Perdê-las

Juntá-las

Não deixar morrer

E revive-las em contos

Em versos

Para construir meu universo

 

Na loucura de minha mente

Inquieta

Procuro a resposta certa

Encontro linguagens erradas

E construo meu texto

Com nexo

Levado pelas palavras

 

Não quero o lírico

A rima

A métrica

Quero o verso livre

Achar a palavra

Que resuma meus anseios

 

Quero construir meus versos

Sonetos malucos

Fragmentos do meu eu

Saboreando-os

Num banquete sem fim

Nos devaneios dos meus pensamentos.

 Jaime Baghá  -  Numa incansável  procura pelas palavras.

quinta-feira, 8 de abril de 2021


 QUAL O FUTURO DO TRABALHO?

Além dos gigantes como Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft, as plataformas ocupam outros setores como finanças, hotelaria, transportes, comercialização e distribuição de mercadorias, entrega de comida a domicilio. Outrora apoiado em edificações distribuídas pelos espaços físicos nas cidades e arredores, o comércio, atacado e varejo, baseado no contato pessoal entre funcionários vendedores e clientes vem sendo substituído pelo e-commerce. Assim a economia fica na mão de poucos e o trabalhador na precarização e no empobrecimento vive numa bolha cada vez mais inflada e você o tolo, sem conhecimento que só fala o que vê e o que ouve, não se instrui e não lê, bate palmas para o carrasco imbecil que provoca a tua própria desgraça.   Jaime Baghá

segunda-feira, 29 de março de 2021


 SEM JEITO

 Sou inquieto

Não fixo lugar

Onde reina o falso discreto.

Ando olho, observo

Comento, gesticulo

Um estorvo

Avesso ao teatral decoro.

Só a alma é latente

O físico corre

Dissimulando a mente

Ironizando o ridículo

Às vezes louco

Às vezes indecente.

Pondo a nu o protocolar

Reunião social

Zumbaia familiar

Para não acomodar

O eu marginal.

 

Sem jeito, velho e na contramão. – Jaime Baghá – verão de 2000

 

Tenho uma tendência a fazer o contrapeso lançando luz sobre uma área do pensamento que não esta sendo enfatizado, e vivo fora do consenso para manter meu olhar livre e contribuir com mais clareza para a visão geral. O problema é viver numa sociedade que não enfatiza nada e não pensa.

 

terça-feira, 23 de março de 2021


 Dor

 Qual o sentido de não haver mais sentido

Qual o caminho quando não houver estradas

Qual o desejo quando não houver mais amor

Qual é a porta quando não se tem mais saída

Qual o desespero quando não se tem mais dor

Qual é a liberdade quando não se é livre como o vento

Qual são as ilusões quando não se tem mais sentimentos.

 Vi numa amiga – Jaime Baghá

terça-feira, 16 de março de 2021


 SEM A LOUCURA

Sem minha loucura não tenho vida, não tenho sonhos, quimeras, não tenho energia, devaneios e uma aura criativa por menor que seja. Necessito do além do racional para poder observar, para raciocinar a loucura da trajetória e da caminhada humana. Necessito ver além da fachada, procurar ver por baixo das máscaras, juntar palavras e transformar o pequeno verso tosco num despertar de sentimentos, para ser poesia, texto, para ter corpo e alma e eu ufanar-me com o meu desvario.   Jaime Baghá

quinta-feira, 11 de março de 2021


 AS PRAGAS QUE NOS OPRIMEM.

Temos que procurar uma identidade, acabar com certas elites, o louco de plantão e seu profundo mal, sua identidade doentia com um neoliberalismo e sua máxima de produzir competição até a devastação gerindo sofrimento e miséria. Tudo aumenta de forma espantosa e com a recessão nosso PIB é o pior em mais de 30 anos, esta vergonha será uma mancha indelével na nossa dignidade, rebaixada para sempre na comunidade internacional onde teremos que viver nesta regressão civilizatória. Seremos sempre um país infeliz que esta sempre a espera de um “mito.” Um povo inteligente que ânsia o progresso, não pode acreditar que o autoritarismo que implica no caos traz a ordem, na verdade o Brasil esta um país doente, além da peste a patologia nacional e a incompetência do governo, o vírus que se alastra e os poucos recursos, o desdém, o deboche, o tráfico de influência que é uma tradição no nosso sistema político agora é uma influência muito mais maligna e o canalha é o cara que manda. Jamais devemos optar por alguém que prega o ódio e a violência, Bolsonaro trafega na névoa, nada sabe a respeito de coisa alguma, um títere parlapatão que neste momento serve aos desígnios dos eternos donos do poder, é um governo de destruição nacional um governo omisso, incapaz, mentiroso, negacionista e homicida. Batemos recordes diários do número de casos e mortes e assim como tudo, sem previsão de melhora em curto prazo. Protesto e não me calo porque este governo é um desaforo, uma vergonha e eu sou de uma época que jovens lutavam pela democracia e os poetas vaziam versos como Chico Buarque e cantavam nossa liberdade, sou de uma geração que cantávamos com Jim Morrison, “We want the world, and we want it now,” Nós queremos o mundo, e queremos agora. Jaime Baghá