terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

OS INDIFERENTES

Odeio os indiferentes como este governo, seus asseclas, seus bandidos de estimação, toda esta canalhice e este povo imbecil e atrasado que os apoia. Acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade a sociedade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes que vivem de ódio e prega o mal e as falcatruas como forma de poder, e lamentável é ver alguns conhecidos se dizendo patriotas  e traem a pátria por estupidez e falta de cultura apostam neste crime organizado, nesta vergonha governando um país como o Brasil, que não necessita de muito para serem alegres e felizes.   Jaime Baghá

 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022


 VIDA

Nesta imensa teia

O ser caminha

E ao invés de viver, tateia

Procura por algo

Às vezes sem razão

Amargo

Cria a dor

Constrói feridas

Esquece a grandeza

O caminho da vida

Cria labirintos

Antecipa o partir

Esquece-se de tudo

Do existir

O agora e o ser

O doce sopro

Deste diminuto

Viver

Viver!

Jaime Baghá

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022


 OLHOS VERDES

 

Os olhos verdes

De fascínio e sedução

Brilhavam

Fitavam

Com veemente paixão.

 

Os olhos verdes

De raro fulgor

Encantados

Mostravam o amor

Do infinito instante.

 

Os olhos verdes

Não perderam o encanto

No entanto

Logravam o conforto

Iludiam meu coração

Estavam mortos...

 Jaime Baghá

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

                                                       Quadro: Os sem máscaras. na pandemia. 

O pior da peste não é que mata os corpos, mas que desnuda as almas, a que falta com respeito as vítimas e do poder que ri da tragédia, esse espetáculo costuma ser horroroso e temos os horrorosos que aplaudem a insanidade.

  

domingo, 16 de janeiro de 2022

O pessimismo de Schopenhauer, o paraíso perdido do poético, do inútil, do lúdico, do dionisíaco de Michel Foucault, o olimpo asséptico do anti-humanista Heidegger, a crítica artística das relações humanas de Bertolt Brecht, Antonio Gramsci,  o apóstolo da emancipação das massas, o existencialismo de Jean Paul Sartre, a aristocracia estética e o repugno do homem do dia-a-dia de Nietzsche. As interações humanas da Pós Modernidade de Zygmunt Bauman A utopia de uma harmonia total e perpétua de Carl Marx e tantos outros pensadores é o suprassumo do ensinamento e a espera de outros filósofos e pensadores que tentem na mudança do futuro do homem e do planeta é a única saída para um novo mundo. Precisamos pensar, é odioso ser um homem comum.    Jaime Baghá

 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022


 DISSIMULADO

Não gosto daquela gentileza

Aquele sorriso esperteza

Não gosto daquele elogio

Com tapas nas costas

E o abraço tão frio

Não gosto da aproximação fantasia

Amigo metáfora

Alegoria

Não gosto de quem me faz tão alto

E toda aquela alegria

Convencional de um falso.

 Observando as personalidades. Jaime Baghá  

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021


 BAGHÁ O OBSCURO * (ou Ápeiron)

Amanheci interiorano

Vou para beira do mar

Escrever no promontório

Ficar longe dos Dórios

Que sabem pouco o amar.

 

Além dos desenganos

Sinto o ar do oceano

Longe da afasia

Solitário

Manhã, cedo

Parado numa ataraxia

Sem a lira

Sem enredo

Mas poeta

Mais Aedo.

 

Esqueço os simples mortais

Suas banais cerimônias

Viajo pelo éter astral

No arque das cosmogonias

E os pífios de tão cegos

De quase vazios cérebros

Escolheram seus destinos

Vão para as sombras de Érebos.

 

Não quero suserania

Só etéreo em meu ego

Viajar nas poesias

Como Homero o cego

Indiferente aos povos

Quero ter a plenitude

Na harmonia do logos.

 

Não cultuo rapsódias

Como o senhor do certo

Acho que são paródias

De um poeta eclético

Pois a moral de tudo

É que vivo neste mundo

Uma odisseia louca

Um Ulisses vagabundo.

 Uma analogia a Heráclito de Éfeso – Jaime Bagh

domingo, 26 de dezembro de 2021


O FUTURO

O futuro não existe, pois ele nunca chegará, e quem morreu não o alcançou, e quem morrer não o alcançara. O próprio presente não existe é extremamente breve segundo o filósofo. Talvez eu saiba um pouco da fórmula de uma possível maneira de observar o futuro e chegar perto do que chamamos futuro, isto não é com a ciência mecânica e sim através da ciência do corpo e mente, precisamos nos conhecer. A hora é agora, enquanto vida depois lembranças, mais além nem as lembranças existirão, nem as passagens lembradas, porém os homens não sabem disso e pensam que são eternos. No fim querem dar o amor que foi negado, para ter o amor que não souberam conquistar, porém já é tarde, terão somente a compaixão por ser velho e terminal. Restará ainda por algum tempo ruínas de algum império construído e talvez mais um pouco a poesia de algum poeta esquecido. Jaime Baghá

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

São bilhões de dólares injetados nas últimas décadas em esforços frenéticos para transformar os serviços de saúde em mercadoria. Por quê? Por que fomos ensinados a ser egoístas.

O egoísmo faz parte da natureza humana, que o capitalismo se baseia em nossos instintos mais arraigados, nossa ganância nos faz ignorar nosso semelhante e lucramos com vida e morte. 

 

terça-feira, 7 de dezembro de 2021


 OLHAR SOBRE A CIDADE

Noite

Olho a cidade

Aquários simétricos

Herméticos

Invioláveis

Onde se escondem as multidões da cidade.

 

Multidões que se cruzam

Conhecem e não se olham

Olham mas disfarçam

Sorrisos imploram

Alguns gentis

Outros reaça.

 

Não se tocam

Gestos se esboçam

De querer bem

Não se completam

Alguns com desdém

Palavras inúteis

Escondendo gritos.

 

Quantas pessoas

Na solidão absoluta

Na algazarra dos comuns

Porque nenhum

Porque tão longe

Porque incomum.

 

Escorre dos aquários da cidade

Cai à noite

No meu aquário                   

Eu penso

Na cidade.

 

Sou mais um peixe fora d’água. – Jaime Baghá

sexta-feira, 26 de novembro de 2021


 Quadro: "O Grito", Edvard Munch

CÃNONE DO SILÊNCIO

Névoa, hiemal

Aqueci a sala fria

Olhos no teto

Prostrado numa ataraxia

 

Vinho na mão

Laudanizado

Meu suspiro de vulcão

Olhos parados

Na TV fora do ar

 

Relógio na parede

Tic-Tac compassado

Parabólica desligada

Cigarros pra pensar


Absintos

Láudanos

Euforia dos fatos

Uma noite vadia

Talvez encontre Tanatos

 

Entremeio as euforias

Talvez vire poesia

Ou então...

Nunca acordar.

 

Uma recaída – Jaime Baghá

 

 


quarta-feira, 3 de novembro de 2021

MORDAÇA

Aquela mulher simples do interior

Na obrigação “do decente”

Já é escravizada na semente

E morre a procura do amor

 

Da crendice a vida servil

Nos dias de tristes rotinas

Amordaçada para não ser libertina

Pelo asqueroso amante senil

 

Vive assim com seu segredo

Da censura a amargura

Um anjo vivendo em degredo

 

E os desejos da mulher menina

Ganhou o lar uma tumba escura

E os sonhos uma amarga sina.

 

Para aquelas mulheres que vivem e morrem pobres e que trabalham sem descanso e a noite é objeto para alivio da libido e arrotos. Acabam seus dias senis com depressão e angústias aplacados e ativados por barbitúricos tarjas pretas – Jaime Baghá

 

 

segunda-feira, 25 de outubro de 2021


A ILUSÃO

Mesmo que os colegas na escola sejam um bando de feiosos, você não se compara a eles, e sim a artistas de cinema, atletas e supermodelos que vê todos os dias na televisão, nas redes sociais e em cartazes gigantescos. Talvez por isso o descontentamento do Terceiro Mundo seja fomentado não apenas por pobreza, doenças, corrupção e opressão politica, mas também pela exposição aos padrões do Primeiro mundo do qual somos uma cópia de péssima qualidade, mas temos algo grandioso que é sermos nós mesmos e conhecidos como um povo alegre, feliz e viver num pais rico que os traidores e gananciosos vendem ao império que nos ilude. 

sábado, 23 de outubro de 2021


 DISSIMULADO

Não gosto daquela gentileza

Aquele sorriso esperteza

Não gosto daquele elogio

Com tapas nas costas

E o abraço tão frio

Não gosto da aproximação fantasia

Amigo metáfora

Alegoria

Não gosto de quem me faz tão alto

E toda aquela alegria

Convencional de um falso.

 

Observando as personalidades. Jaime Baghá  

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

NADA

No imperativo do distúrbio

Todos os encantos me parecem nada

A lua por trás do farol

Os sorrisos das meninas que passam para a escola

O clássico na antiga vitrola

O perfume de flores no ar

O canto da cigarra

No silêncio do interior

Tudo me parece nada

Quando se vai ao nada

Quando já se é quase nada

E o tudo querendo ser nada

Apenas um fio tênue de nada

Separa-me do nada infinito.

 O que eu sou algumas vezes. – Jaime Baghá

 

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

DE PRAXE   

Que enfado

Na mesa do escritório

Papéis, papéis

Vida no purgatório

 

Paredes frias

Tarefas incompletas

Mesas repletas

Excessiva heteronomia

 

Olhos tristes

Notas, plugs, impressoras

Máquinas opressoras

Telefones e clips

 

O imperativo

Da obrigação

Da triste rotina

Do meu ganha pão

 

Um pão

Que o diabo amassou...

 Um técnico cansado - Jaime Baghá

 

 

quinta-feira, 23 de setembro de 2021


Em nossos  dias, as palavras “imperialista” só fica atrás de “fascista”, no vocabulário dos xingamentos ´políticos. A crítica contemporânea dos impérios em geral toma duas formas:

1º Os impérios não funcionam. No longo prazo, não é possível governar de maneira eficiente um grande número de povos conquistados.

2º Mesmo se isso for possível, não deveria acontecer, porque os impérios são instrumentos malignos de destruição e exploração. Todos os povos tem direitos a autodeterminação e nunca deveriam ser submetidos ao domínio do outro.  Harari

terça-feira, 7 de setembro de 2021


 A MINHA RUA

 A minha rua é uma estrada

Em meio a um vale de farturas

Cercada por morros

Muito verde de matas e agricultura.

 

A minha rua é uma estrada

Com a magia do interior

Com gente simples morando a beira

Com uma igrejinha

Um vilarejo de amor.

 

A minha rua que é uma estrada

De nome saudade

Para o simples agricultor

Que um dia migrou para a cidade.

 

A minha rua

É uma estrada

Com muitas vidas

Com a minha vida.

 

A minha rua no pequeno vilarejo da Peroba – Jaime Baghá

terça-feira, 31 de agosto de 2021


 OS CHARLATÕES

Vivemos tempos difíceis, além da pandemia mal cuidada com corrupções e falcatruas temos no cenário os demagogos cheios de ódio, espertalhões confiantes iludindo uma plateia ansiosa misturando religião e fakes com propagandas enganadoras iludindo com técnicas de comunicação de massa. No discurso dos charlatões, abundam teorias conspiratórias e relações espúrias entre causa e efeito, prometendo soluções fáceis, e enganadoras para as almas ansiosas. As mais rasas tolices são capazes de arregimentar a massa ávida por partilhar o sonho de um futuro melhor que na estatística só piora. O antídoto para o charlatanismo é a educação, o conhecimento, céticos são menos sujeitos as maquinações dos charlatões, crentes por outro lado sempre colocarão sua fé em improváveis soluções. O povo tem que ver melhor e entender que os charlatões como indivíduos de desempenho medíocre, são capazes de construir uma imagem de competência e realização, mas nossos charlatões são tão ordinários que o que vimos é uma verdadeira catástrofe. Temos neste pais um pessoal que pensa e os arrependidos que apostaram  no Diabo pensando que é Deus, então acordem os que ainda vivem perturbados na ilusão dos canalhas, lutem por uma nação decente e desenvolvida e escorracem de uma vez este poder canalha fabricante de miséria, ódio e violência. Despertem, não aos charlatões.  Jaime Baghá

segunda-feira, 16 de agosto de 2021


 WALKYRJA

Nas loucuras

Escritos e clássicos

Em sons

Pensamentos sem fins

Eu via

Montadas em cavalos alados

As mensageiras de Odin.

Valquírias de Wagner

Deidades flamejantes

Passavam em minha frente

Saindo da mitologia

Além da música

Para voar

Nas minhas poesias.

 A ópera imponente e a outra realidade da mente. Jaime Bagha