Casablanca, Rick Blainer (Humphrey Bogart) e Ilsa (Ingrid Bergman)
segunda-feira, 7 de junho de 2021
Casablanca, Rick Blainer (Humphrey Bogart) e Ilsa (Ingrid Bergman)
sábado, 5 de junho de 2021
As voltas do mundo.
Vivi uma
época de mudanças onde vi o executivo de cabelo escovinha que personificava o
homem romano de antiga cepa, mas seu filho andava de cabelos compridos, gostava
de gírias, rock e coisas indianas, gostava
de citara asiática, lia textos budistas ou libelos leninistas, conseguia
conciliar Hermann Hesse, o zodíaco, a alquimia, o pensamento de Mao, adepto da
maconha e sacava os ídolos das guerrilhas urbanas, alguns até trocam de casais
e colocava em crise o modelo de família puritana. Eis o novo mundo que vivi e
vejo novas mudanças. Estou vivendo a descentralização absoluta, crises nos
poderes, o poder das corporações reduzido a uma ficção e um sistema de
princípios cada vez mais abstratos. Hoje em grande atuação o capitalismo de
estado voltado para grandes empresas, por isso gosto de Noam Chomsky e todo bom ativista político. O avanço do
poder tecnológico esvaziou as instituições e abandonou e centro da estrutura
social, há um novo mundo ao qual eu não simpatizo porque acho que ele perdeu
sua magia e valoriza os valores pecuniários, criando um mundo de mais
distanciamento e miséria, e eu com minha idade avançada não quero ser um
neonomadismo digital, já sou nômade nos meus pensamentos e escritos, fazendo
força para poder viver uma época
interessante, como diziam os chineses.
Cuidado com
as voltas que o mundo dá, hoje você lança as palavras, amanhã sente o efeito
delas. Jaime Baghá
domingo, 30 de maio de 2021
FASCISMO
A posição do
fascista não é suscetível de argumentação. Não há argumentação possível com o
fascista, porque mesmo que ele não tenha argumentos, se você der vários
argumentos a ele, ele não vai ouvir, porque a posição dele é irracional, ele é
movido pelo ódio, e por um ódio que é visceral. Que evidentemente foi plantado
na cabeça dele, ao longo de um tempo muito grande, que ele incorporou como sendo
dele. Não há possibilidade de diálogo. E o que estamos vendo no Brasil, que era
uma coisa que não existia aqui, é justamente o surgimento desse tipo de
comportamento visceral, irracional, absolutamente imune a qualquer consideração
de ordem argumentativa, e que parte direto para a violência. O cara não tem uma
literatura de conhecimento, só colocaram na cabeça dele e que foi suscitado o
que de pior existe na alma humana e é isso que esta sendo mobilizado. É essa
mobilização que gera um movimento fascista. A mobilização politica desse
pathos, dessa quase patologia, isso é o fascismo. Não ofenda quem vê desta
forma que podemos dizer acadêmica, não o chame de comunista, vai pra Cuba, e
outras tolices pensando que vai ofender uma pessoa de conhecimento. Será que
toda esta tragédia no Brasil e este poder imbecil e trágico não fez você
enxergar o óbvio? Este neoliberalismo é
um fascismo invertido e se você não é um inocente sem cultura e nem vive de
conveniências, o fato é trágico e você precisa de ajuda. Jaime Baghá
segunda-feira, 24 de maio de 2021
OS SONHOS
A ganância e
o poder politico esta presente nos mecanismos mais sutis de permuta social, não
somente no Estado, nas classes, nos grupos, mas também nas modas, opiniões
correntes, espetáculos, jogos, esportes, relações familiares e particulares e
até nos impulsos liberadores que procuram contestá-los. Todo discurso de poder
gera culpa, não só na sua história política e histórica. Há os novos pastores
ligados ao poder, os cães dos pastores e as ovelhas, eles manipulam
“espiritualmente” a sociedade, os homens, as armas e junto com o poder mantém a
todos, uma parte iludida e dando vivas ao carrasco, hipnotizados pela mentira
que entra nos seus aparelhos de informação. O poder é um parasita de um
organismo transocial ligado a história dos homens que fazem um sistema de
regras onde impera o ódio, a fome, a doença, a miséria e a pobreza. O poder
chega ao fascismo como dispositivo modelizante e secundário, com sua epifania ameaçadora criadores de
sub-raças e seus modelos, seus argumentos demagógicos que vemos nos meios de
comunicação do poder em nível jornalístico cotidiano. Por isso digo NÃO, sou da
época de Aquarius, e mesmo mais velho vivo na contramão do establishment e
sempre vou dizer NÃO a submissão dos cidadãos em determinados estados. Não há
caminho para a paz e a paz é o caminho e a única opção para se viver em
harmonia e se você quer paz, trabalhe contra a injustiça, a justiça não vem
sozinha, devemos fazer nossa parte para
alcança-la, quem quer justiça defende a vida, a inteligência a serviço do amor
e da compreensão. Guerras, violência, ódio e abusos não leva a lugar nenhum, só
a dor. Como dizia John Lennon, sonhe com este mundo e faça acontecer. Como eu
disse, sou desta época, por isso sempre digo NÃO a irracionalidade porque sem
os sonhos não posso viver. Jaime Baghá
quinta-feira, 20 de maio de 2021
sábado, 8 de maio de 2021
Nossa barca elevada nas brumas imóveis navega em direção ao porto da miséria, a cidade enorme de céu sujo de fogo e lodo
quarta-feira, 5 de maio de 2021
O SER
Nesta imensa
teia
O ser
caminha
E ao invés
de viver, tateia
Procura por
algo
Às vezes sem
razão
Amargo
Cria a dor
Constrói
feridas
Às vezes o
amor
Alegre,
dolorido
O ser se diz
Em vários
sentidos
Esquece a
grandeza
O caminho da
vida
Cria
labirintos
Antecipa o
partir
Esquece-se
de tudo
Do existir
O agora e o
ser
O doce sopro
Deste
diminuto
Viver
Não pode ser
Fim da
estrada
Nem viver
É o nada.
Jaime Baghá
– Existencialista, assim como Sartre, “O Ser e o nada.”
domingo, 2 de maio de 2021
quarta-feira, 28 de abril de 2021
BAGHÁ
O OBSCURO * (ou Ápeiron)
Amanheci
interiorano
Vou
para beira do mar
Escrever
no promontório
Ficar
longe dos Dórios
Que
sabem pouco o amar.
Além
dos desenganos
Sinto
o ar do oceano
Longe
da afasia
Solitário
Manhã,
cedo
Parado
numa ataraxia
Sem
a lira
Sem
enredo
Mas
poeta
Mais
Aedo.
Esqueço
os simples mortais
Suas
banais cerimônias
Viajo
pelo éter astral
No
arque das cosmogonias
E
os pífios de tão cegos
De
quase vazios cérebros
Escolheram
seus destinos
Vão
para as sombras de Érebos.
Não
quero suserania
Só
etéreo em meu ego
Viajar
nas poesias
Como
Homero o cego
Indiferente
aos povos
Quero
ter a plenitude
Na
harmonia do logos.
Não
cultuo rapsódias
Como
o senhor do certo
Acho
que são paródias
De
um poeta eclético
Pois
a moral de tudo
É
que vivo neste mundo
Uma
odisseia louca
Um
Ulisses vagabundo.
Uma analogia a
Heráclito de Éfeso – Jaime Baghá
sábado, 24 de abril de 2021
O PODER DA FRAUDE
Fuja das
seitas de dinheiro e politica, da alienação e caminhe com a cultura, com a
ecologia, com a sensatez, com a poesia e seja feliz nesta curta existência. Não
gosto da histeria, da loucura, gosto da poesia e da brandura. Abomine os
sacrifícios de aberração e rituais malucos, para ser feliz precisamos de amor, temos
uma religiosidade do inconsciente, do vórtice, da diferença, uma insegurança
ideológica e do progresso junto com o jogo cíclico das crises econômicas. Temos
um Deus tornado leigo e infinitamente ausente que acompanha o pensamento
contemporâneo manipulado na voz do
fanático. Com a cultura sabemos quem é ele no manuseio dos homens gananciosos e
falsos pastores, porque tudo explodiu no renascimento da psicanálise, na
redescoberta de Nietzsche e de Heidegger, tivemos uma ruptura no modo de pensar
o sagrado, aprendemos a ver com a crise, seja do otimismo marxista, ou seja,
daquele liberal. Esta religiosidade vazia para entreter e lucrar com as
pessoas, invadiu o pensamento da assim chamada esquerda que vê a maquinação e o
engano com outra ótica, na verdade nem necessita muito esforço, vendo pastores
vendendo feijões milagrosos para curar a pandemia, lembro-me de minha juventude
e de malucos tipos Jim Jones e o
reverendo Moon. Para mim e para quem
procura conhecer os homens do mundo, certas resposta deve ser procurada em
Freud e Lacan e não nos filósofos embusteiros, na turma do ódio, na nova
direita brasileira ou na confraria dos charlatães enganadores que manipulam o povo
imbecilizando-os para manipular o poder. Como dizia Ariano Suassuna, “O
fanatismo e a inteligência nunca moraram na mesma casa.” Jaime
Baghá
domingo, 18 de abril de 2021
Sou um brasileiro de estatura mediana, hermético, olhos castanhos que olham no interior por trás de óculos escuros e estou sempre longe noutra situação resolvendo algum problema dos meus loucos pensamentos. Falo muito para alegrar poucos, pouca besteira, excessivamente educado, desajeitado, roupas largas, pouca vaidade na aparência, aceito a vida fatalisticamente pensando em alterar tudo. Tenho ideias estranhas e mórbidas, mas original como realmente tinha que ser, tenho ainda um espetacular senso sardônico de humor negro.
segunda-feira, 12 de abril de 2021
PALAVRAS
Que
habitam meu interior?
São
as guerras das palavras
São
as lutas do meu eu
Numa
infindável batalha
De
desvendá-las
Perdê-las
Juntá-las
Não
deixar morrer
E
revive-las em contos
Em
versos
Para
construir meu universo
Na
loucura de minha mente
Inquieta
Procuro
a resposta certa
Encontro
linguagens erradas
E
construo meu texto
Com
nexo
Levado
pelas palavras
Não
quero o lírico
A
rima
A
métrica
Quero
o verso livre
Achar
a palavra
Que
resuma meus anseios
Quero construir meus versos
Sonetos
malucos
Fragmentos
do meu eu
Saboreando-os
Num
banquete sem fim
Nos
devaneios dos meus pensamentos.
quinta-feira, 8 de abril de 2021
QUAL O FUTURO DO TRABALHO?
Além dos
gigantes como Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft, as plataformas
ocupam outros setores como finanças, hotelaria, transportes, comercialização e
distribuição de mercadorias, entrega de comida a domicilio. Outrora apoiado em
edificações distribuídas pelos espaços físicos nas cidades e arredores, o
comércio, atacado e varejo, baseado no contato pessoal entre funcionários
vendedores e clientes vem sendo substituído pelo e-commerce. Assim a economia fica na mão de
poucos e o trabalhador na precarização e no empobrecimento vive numa bolha cada
vez mais inflada e você o tolo, sem conhecimento que só fala o que vê e o que
ouve, não se instrui e não lê, bate palmas para o carrasco imbecil que provoca
a tua própria desgraça. Jaime
Baghá
segunda-feira, 29 de março de 2021
SEM JEITO
Não fixo lugar
Onde reina o falso discreto.
Ando olho, observo
Comento, gesticulo
Um estorvo
Avesso ao teatral decoro.
Só a alma é latente
O físico corre
Dissimulando a mente
Ironizando o ridículo
Às vezes louco
Às vezes indecente.
Pondo a nu o protocolar
Reunião social
Zumbaia familiar
Para não acomodar
O eu marginal.
Sem jeito, velho e na
contramão. – Jaime Baghá – verão de 2000
Tenho uma tendência a fazer o
contrapeso lançando luz sobre uma área do pensamento que não esta sendo enfatizado,
e vivo fora do consenso para manter meu olhar livre e contribuir com mais
clareza para a visão geral. O problema é viver numa sociedade que não enfatiza
nada e não pensa.
terça-feira, 23 de março de 2021
Dor
Qual o caminho quando não
houver estradas
Qual o desejo quando não
houver mais amor
Qual é a porta quando não se
tem mais saída
Qual o desespero quando não
se tem mais dor
Qual é a liberdade quando não
se é livre como o vento
Qual são as ilusões quando
não se tem mais sentimentos.
terça-feira, 16 de março de 2021
SEM A LOUCURA
Sem
minha loucura não tenho vida, não tenho sonhos, quimeras, não tenho energia,
devaneios e uma aura criativa por menor que seja. Necessito do além do racional
para poder observar, para raciocinar a loucura da trajetória e da caminhada humana.
Necessito ver além da fachada, procurar ver por baixo das máscaras, juntar
palavras e transformar o pequeno verso tosco num despertar de sentimentos, para
ser poesia, texto, para ter corpo e alma e eu ufanar-me com o meu desvario. Jaime Baghá
quinta-feira, 11 de março de 2021
AS PRAGAS QUE NOS OPRIMEM. Temos que procurar uma identidade, acabar com certas elites, o louco de plantão e seu profundo mal, sua identidade doentia com um neoliberalismo e sua máxima de produzir competição até a devastação gerindo sofrimento e miséria. Tudo aumenta de forma espantosa e com a recessão nosso PIB é o pior em mais de 30 anos, esta vergonha será uma mancha indelével na nossa dignidade, rebaixada para sempre na comunidade internacional onde teremos que viver nesta regressão civilizatória. Seremos sempre um país infeliz que esta sempre a espera de um “mito.” Um povo inteligente que ânsia o progresso, não pode acreditar que o autoritarismo que implica no caos traz a ordem, na verdade o Brasil esta um país doente, além da peste a patologia nacional e a incompetência do governo, o vírus que se alastra e os poucos recursos, o desdém, o deboche, o tráfico de influência que é uma tradição no nosso sistema político agora é uma influência muito mais maligna e o canalha é o cara que manda. Jamais devemos optar por alguém que prega o ódio e a violência, Bolsonaro trafega na névoa, nada sabe a respeito de coisa alguma, um títere parlapatão que neste momento serve aos desígnios dos eternos donos do poder, é um governo de destruição nacional um governo omisso, incapaz, mentiroso, negacionista e homicida. Batemos recordes diários do número de casos e mortes e assim como tudo, sem previsão de melhora em curto prazo. Protesto e não me calo porque este governo é um desaforo, uma vergonha e eu sou de uma época que jovens lutavam pela democracia e os poetas vaziam versos como Chico Buarque e cantavam nossa liberdade, sou de uma geração que cantávamos com Jim Morrison, “We want the world, and we want it now,” Nós queremos o mundo, e queremos agora. Jaime Baghá
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
PALAVRAS
Que
habitam meu interior?
São
as guerras das palavras
São
as lutas do meu eu
Numa
infindável batalha
De
desvendá-las
Perdê-las
Juntá-las
Não
deixar morrer
E
revive-las em contos
Em
versos
Para
construir meu universo
Na
loucura de minha mente
Inquieta
Procuro
a resposta certa
Encontro
linguagens erradas
E
construo meu texto
Com
nexo
Levado
pelas palavras
Não
quero o lírico
A
rima
A
métrica
Quero
o verso livre
Achar
a palavra
Que
resuma meus anseios
Quero
construir meus versos
Sonetos
malucos
Fragmentos
do meu eu
Saboreando-os
Num
banquete sem fim
Nos
devaneios dos meus pensamentos.
Jaime Baghá
- Numa incansável
procura pelas palavras.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021
GOSTOS
Não gosto da roupa da moda
Do lugar da moda
Da música da moda
Incomoda-me.
Não gosto de quem causa
dor
Do político conservador
Da falta de gosto do emergente
Do vulgar Indecente
Não gosto do som alto no
carro
Bad boy otário
Pessoa fútil
Trapaceiro e inútil
Não gosto do burguês
arrogante
Dos rebentos ignorantes
Do fascista
Quem no mal insista
Não gosto do político
canalha
Do cínico, covarde
Do alto falante
Poluindo a cidade
Não gosto de quem polui
Pela diferença exclui
Que destrói o verde e o
mar
Quem causa ao planeta todo
mal
Não gosto do ignorante
Da traição e do farsante
Dos gritos de briga
Desaforos e intrigas
Não gosto da desordem
De tudo na ordem
De guerra e militar
De jogos de azar
Não gosta da bomba
De quem zomba
Jogo de bingo
Pós domingo
Não gosto de despejo com
policia
Do doente racista
Da confusão
De falta de educação
Não gosto das confrarias
De quem não respeita as
artes
Homens com estandartes
Grupelhos e misantropias
Não gosto do vulgar
De cidade sem mar
Do governo ditador
Da falta de amor
Não gosto da mentira
De quem a primeira pedra
atira
Do falso intelectual
De máscara neoliberal.
Tem coisas que a gente não gosta – Jaime
Baghá
terça-feira, 9 de fevereiro de 2021
Pensador
É aquele que
pensa
O que a
mente comum não consegue pensar.
Pensador é o
profano
Bendito,
insano
Profeta do
infinito.
Pensador é o
solitário
Que vê,
procura
De muitos
porquês
O que define
a vida
Sonha, faz à
alternativa.
Pensador é o
que muda o mundo
Oferece a
utopia
Do incerto
ao certo
Dentro de um
plano
De anjo e
demônio
Que os
Deuses me protejam
De ti
pensador.
Louco, praga
da natureza
Dos poetas o
estro
Mas que por
certo
O que mais
me aproxima
De todo o
universo.
Para
quem não vive só de prato e bispote. Jaime Baghá


















