terça-feira, 2 de maio de 2023

As palavras abaixo são de Baruch Espinoza - nascido em
1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada FilosofiaModerna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz.          

        Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII.  

       DEUS SEGUNDO ESPINOZA ( Deus monologando para você )

"Pára de ficar rezando e batendo no peito! 
O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua
vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que
Eu fiz para ti.    Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.
Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.    Pára de me culpar da tua vida miserável:
Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou
que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu
amor, teu êxtase, tua alegria.
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.    Pára de
ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.
Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho...
Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?    Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. 
Eu sou puro amor.   Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar.

Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres,
de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos
que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? 
Que tipo de Deus pode fazer isso?    Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te
manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. 

A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que

Teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é a única que há aqui e agora, e a única que precisas. 
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. 
Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva
um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um
inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar
um conselho. 
Viva como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de
existir. 
Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te
dei. 
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foi

comportado ou não. 
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais
gostaste? O que aprendeste?    Pára de crer em mim - crer é supor,
adivinhar, imaginar. 
Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.   

 

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?
Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas
relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.    Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. 
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. 
Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro de ti...aí é que estou."

Einstein, quando perguntado se acreditava em 

Deus, respondeu"Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe.-- 

Jaime Baghá

 

quarta-feira, 26 de abril de 2023


 “A América Latina é a região das veias abertas. Tudo, desde o descobrimento até nossos dias, sempre se transmutou em capital europeu - ou mais tarde - estadunidense - e, como tal, se acumulou em distantes centros de poder. Tudo: o solo, os seus frutos e as suas profundezas minerais, as pessoas e a sua capacidade de trabalho e de consumo, os recursos naturais e os recursos humanos.”

“Ao longo do caminho, perdemos até o direito de nos chamarmos americanos, embora os haitianos e os cubanos tenham aparecido na história como novas pessoas um século antes dos peregrinos do Mayflower se estabelecerem na costa de Plymouth. Para o mundo de hoje, a América é apenas os Estados Unidos; a região que habitamos é uma sub-América, uma América de segunda classe de identidade nebulosa”.

― Eduardo Hughes Galeano, Veias abertas da América Latina: cinco séculos de pilhagem de um continente

segunda-feira, 27 de março de 2023

A "estabilidade" domésticas requer que os elementos sejam doutrinados com crenças apropriadas, e a massa é dispersada, doutrina, marginalizada e alimentada com ilusões necessárias simplificadas.

Jaime Baghá
 



 PARAÍSO

Sol na ilha

Maré baixa

Maravilha

Rosto moreno

Olhar matreiro

Sereno

Coqueiros a beira

Pássaro preto

Mangueiras

Conchas do mar

Saveiros ao longe

Vadiar

Casas cor de aquarela

Caju maduro

Olhar o continente

Da igrejinha da Penha

Fica comigo pensamento

Me enganando

Eu finjo matar a sede

Na cabana do pai Orlando

Mas o pensamento tem que ir

Caminho solitário

Passo o mar grande

Olho a igreja

Cais do porto

Vou partir

Destino

Próxima parada

Porto de São Joaquim

Saudade fica

Meu pedaço preferido

De Itaparica.

 

Quando eu vivia os encantos de Itaparica, fotos, Eu,  Carmem e com meu amigo Maneca.

quarta-feira, 1 de março de 2023


 

ENCONTRO NA NOITE

Na neblina

No escuro da esquina

Conspiro

Em pensamentos me inspiro

No teu pescoço esguio

Do beijo antes do rosto

Sobre o colo

No teu pescoço

Na boca

Abaixo dos ombros

Encontro anseios

No arfar dos teus seios

Descubro e mostro

Todo meu devaneio

Colam se bocas

Peitos, seios

Retorces

Delira

Faz jeitos

Num sim e num não

Sem resistir

E minha lascívia

Desvenda os limites

Na escura esquina

Na neblina

Mãos entre as coxas

E a saia pra cima

Conspiro

Num jogo de possessão

Em atos de sedução.

 

Jaime Baghá – encontro de amor.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023


 A hora é agora, enquanto vida depois lembranças, mais além nem as lembranças existirão, nem as passagens lembradas, porém os homens não sabem disso e pensam que são eternos. No fim querem dar o amor que foi negado, para ter o amor que não souberam conquistar, porém já é tarde, terão somente a compaixão por ser velho e terminal. Restará ainda por algum tempo ruínas de algum império construído e talvez mais um pouco a poesia de algum poeta esquecido. Jaime Baghá

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023


 O pessimismo de Schopenhauer, o paraíso perdido do poético, do inútil, do lúdico, do dionisíaco de Michel Foucault, o olimpo asséptico do anti-humanista Heidegger, a crítica artística das relações humanas de Bertolt Brecht, Antonio Gramsci,  o apóstolo da emancipação das massas, o existencialismo de Jean Paul Sartre, a aristocracia estética e o repugno do homem do dia-a-dia de Nietzsche. As interações humanas da Pós Modernidade de Zygmunt Bauman A utopia de uma harmonia total e perpétua de Carl Marx e tantos outros pensadores é o suprassumo do ensinamento e a espera de outros filósofos e pensadores que tentem na mudança do futuro do homem e do planeta é a única saída para um novo mundo. Precisamos pensar, é odioso ser um homem comum.    Jaime Baghá 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023


 

A Música

A perfeição da solista

O Cello entre as pernas

Apaixonava minha vista

Duplamente meu coração.

 

O enlevo, os olhos cerrados

Os majestosos trejeitos

Cabelos desalinhados

Um Anjo em concerto

 

Veio do céu para o palco

Com grandiosa comitiva

Querubins em espetáculo

 

Que o meu corpo invadem

Dando vida a minha vida

A magia de Vivaldi.

 Jaime Baghá

 O amor é a melhor música na partitura da vida. Sem ele você será um eterno desafinado no imenso coral da humanidade.

 

sábado, 4 de fevereiro de 2023

Dor

 Qual o sentido de não haver mais sentido

Qual o caminho quando não houver estradas

Qual o desejo quando não houver mais amor

Qual é a porta quando não se tem mais saída

Qual o desespero quando não se tem mais dor

Qual é a liberdade quando não se é livre como o vento

Qual são as ilusões quando não se tem mais sentimentos.

 

Jaime Baghá

 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023


 NA NOITE

Na noite não há nomes reais

Maria é Pamela

Berenice é Jennifer

Raimunda é Shirley.

Na noite tudo é falso irreal

Na noite não há pedras no meio do caminho

Há o tabefe, o calor, o tato.

A noite vem sempre a palo seco

A noite vem sempre a falo duro

A noite quase não se fala.

As atitudes, os gestos, a bofetada, o carinho

Os amores, os prazeres, o ódio e o dinheiro são crus

A noite quase não se fala

A noite tudo é acústico

A noite é injusta

Entre uma felação e outra

Entre morte e vida

Severina, agora Ariadne, lê poemas de João Cabral de Melo Neto.

Jaime Baghá

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023


 

ENIGMA

E este pensamento aonde irá?

Vai sucumbir no fim?

Morrerá?

Raio de dúvida cruel

Que me bloqueia o pensar.

As vezes penso eu?

Outra situação ou mundo deve existir?

Ou é só uma vida por parir.

Mas este pensamento aonde irá?

As células não podem pensar?

Mas as células das células

Não ficarão a vagar?

Raio de dúvida cruel

Pensamento tão maroto

Quer uma saída

Não admite ficar morto.

E este pensamento aonde irá?

Não sei

Não conseguiu ainda me explicar

Satiriza

Enche-me de fantasias

E sempre fica uma ponta do véu.

E este pensamento aonde irá

Raio de dúvida cruel.

Eu querendo ser eterno Jaime Baghá

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Na foto os meninos que voavam na doce infância da Rua Lidio Batista Soares em Cachoeirinha-RS. Da esq. p/ dir: Carlinhos, Sebastião, Tadeu, Flávio, Paulinho, Nelsinho, Eu Jaime, Paulo, Huguinho e Vilmar.


ERA UMA VEZ UM MENINO

 Eu era um menino

Que gostava de flâmulas

Gibis, bolas de gude

Peões, caixa de bugigangas

No quartinho, embaixo da cama.

 

Eu era um menino

Que dançava rock

Para as primas olhar

Coca-Cola e lanchinho

Nos córregos a pescar.

 

Eu era um menino

Cantor, cowboy

Que não perdia matinê

Banho pelado nos açudes

Seriados de super-heróis

 

Eu era um menino

Desbravador de florestas

Do fundo do quintal

Tarzan, Super Homem

Com capas de roupas do varal.

 

Eu era um menino

De imaginários inimigos

Espadas, pistolas de raio

Medo do escuro

Destemido diante do perigo.

 

Eu era um menino

Moleque, fora da linha

Mambembe, ator

Cunhado do meu amigo

Namorado da filha da vizinha.

 

Ainda sou um menino

Nesta egocêntrica luta

Paria do vazio convencional

Que me fez poeta, chacal

Nesta pífia sociedade adulta.

Um menino feliz – Jaime Baghá - primavera 2005

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022


 EU

Eu sou só um pensamento

Só uma alucinação

Só um tormento

Só uma sensação.

 

Eu sou só uma passagem

Só um divertimento

Só uma mensagem

Só um sofrimento.

 

Eu sou só um grito

Só uma imagem

Só mais um ser no infinito.

Só uma coragem.

 

Eu sou só um delírio

Só uma maldade

Só mais um sem juízo

Só uma verdade.

 

Eu sou só um ser

Só uma ventura

Só um saber

Só todo loucura.

Eu o ser  - Jaime Baghá  - 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022


 POR AÍ

Fique você por aí

Cabeça, tudo bloqueado

Eu vou sai por aí

Despistar a ignorância

Ver outra gente, além desta gente.

Fique você por aí

Você é este amarelo demente

Eu não estou nem aí

Minha pátria é a minha gente

Só paro no tempo na beira do mar

E tem mais

Não choro no caís.

Fique você aí

Contando o vil metal

Com ódio da vida

Eu sei quem ganha esta corrida

Sofremos pouco ou demais

Morremos iguais.

Fique você aí pascácio

Como no universo eu quero ir além

Vagabundo astro

Resto ou pedaço

Girando, olhando

Vivendo sonhando

Sentindo, não parvo

Mais claro.

Fique você por aí no nada

Disfarce com roupa amarelada

Mas acabará no cinza

Eu, talvez de tanto delírio

Estarei por aí ainda.

Um rebelde com causa, em deboche para os fanáticos de amarelo que defendiam um louco do poder.  – Jaime Baghá  

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022


TEU

Sou teu

No sussurro do beijo

No depois do desejo

Pelo meio da rua

Na esquina da vida

Sou teu

E ser teu me faz perdido

Querendo a paixão do teu suor

Sou teu no que tenho de melhor

A pele, o pelo, a paixão

Sou teu do fundo do coração

Serpente que se enrosca no teu peito

Procuro, acho e mostro meu defeito

De ser teu eternamente

Sem mais querer, ser teu simplesmente

Se mais fizer, for teu docemente

Sem mais te ter

Ser teu.

 Jaime Baghá  -  Numa rara poesia de amor.

 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

MINHA MORTE

Serei breve

Como cabe a um moribundo

Pois minha alma leve

Tem ânsias de ganhar outro mundo

Aos amigos mais chegados

Deixo um pedido a toa

E não se trata ó bastardos

De consolar minha patroa

Antes que este fio de luz se vá

E eu me perca na noite profunda

Enxotem o padre a golpes de pá

E as beatas com chutes na bunda

Depois hidromel

Vinho seco

Farinha branca

Com isso partirei

Fluido flamante feliz

Passarei a eternidade

A comer margaridas pela raiz.

 

Jaime Baghá    O epitáfio é a última vaidade do homem.

Quadro "O Grito" de Edvard Munch

quarta-feira, 30 de novembro de 2022


 

FEELING BLUES

Sad letter blues

O som viajante de  Muddy Waters

Embala minha inércia

Em médio Watts

Num tapete da sala

Em êxtase

Sem fala

Apenas sentindo

O som do velho negro

Ressoar em meus cantos

Pra vida não passar em branco

Num devaneio de láudanos

Sem solavancos

Uísque na mão

Estou na contramão

Contrariando os anos

Avesso do avesso

Noites, drinks, pouca luz

E charutos cubanos.

 

Jaime Baghá,  que gosta muito de um blues

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

HIPÉRBOLE
Filosofia, Verdades,
Não consola
Filosofia, porque não
Primeira na escola
Filosofia, nada expulsa do moderno
Filosofia, tua ausência
Cria petas eternos
Filosofia sem sectários
do Maniqueísmo
Filosofia para reforçar
O Niilismo
Filosofia, minha verdade
Filosofia, tua utopia
Tua agnosia
Filosofia...
Jaime Baghá

 

sábado, 12 de novembro de 2022

A GARÇA    

Havia um casal de garças belas

Com cores de forte aquarela

Hoje uma somente

Grita a procura dela.

 

A terra não é minha

A garça não me pertence

O tolo caçador com um tiro

Mostra a extinção eminente.

 

Houve épocas de espécie mil

A garça que já foi cegonha

Nos alerta para a vergonha

Com seu solitário pio.

 

Talvez a garça

Num esforço derradeiro

Encontre outro parceiro

Na luta á preservar a espécie

E eu a veja num alegre pio

E minha dor desaparece.

 

1991 numa casa solitária entre montanhas e matos, vendo a tolice do almofadinha urbano. Jaime Baghá

segunda-feira, 31 de outubro de 2022


TRI LEGAL

 Há meu Porto Alegre

Do menino trocador de gibis

Na porta do Vitória

Filmes de bang-bang

Da linha do bonde

De onde eu descia correndo

Dizendo que era o Tarzan

Visitar com meu Pai o Mata Borrão

Olhando as artes

O Bataclan passava correndo

Logo vinha a Terezinha Morango

Lanche na Praça XV

Fotógrafos Lambe-Lambe

Mercado Público

Passeios na Redenção

Andar de pedalinho

Ir ao aeroporto olhar aviões

DC 3, Curtiss Comanndo C 46

Desceu um Costellation

Meu pensamento voando

Na Cruzeiro, na Panair

Na Rua da Praia

Na casa do poeta Quintana

No Hotel Magestic

Versos soltos

Veríssimo, Scliar

Passar no Ao Belchior

Perto do Cine Cacique

Ver Antiguidades

Ir ao show ver Nei Lisboa

Hermes Aquino, Bicho da Seda

Adriana Calcanhotto, Kleiton & Kledir

Fim de tarde no Guaíba

Cais do porto

Festas no Clube Dinamite

Carnaval nos Gondoleiros

Cascalho, Baile dos Magrinhos no Sava Club

Comprando uma Jaqueta verde

Na desordem da Boutique Lixo

Para te ver

Meus belos instantes

Te encontrar na noite

No Bonami

Na Casa dos Estudantes

Às vezes um porre

Eu e ela bem feliz

E acordar abraçado

Na Praça da Matriz

Que saudades

Do meu Porto Alegre

Que eu amo

E me fez feliz.

 

Jaime Baghá, um jovem que curtiu P. Alegre/RS.