TEMPOS
domingo, 9 de junho de 2024
TEMPOS
quinta-feira, 6 de junho de 2024
domingo, 19 de maio de 2024
quinta-feira, 2 de maio de 2024
DEJAVÚ
quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
Os dias em que passamos nas montanhas, são os dias em que realmente vivemos. Quando as cabeças se limpam das teias de aranha e o sangue corre com força pelas veias. Quando os cinco sentidos cobram vitalidade e o ser mais completo se torna mais sensível. Então se pode ouvir as vozes da natureza e ver as belezas ao alcance dos mais ousados.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2023
quarta-feira, 6 de dezembro de 2023
LIMITE
Livra-te da condição humana
Do teu semelhante danado
Que por ganância engana
Do amor que foi negado
Da incompreensão que te
profana.
Acabe com teu tormento
Procure a tua droga
Com a classe dos perdidos
Ao som da ópera majestosa
Dissolva teus elementos
Não chore sozinho poeta
Tenha a grande solução
Termine teu sofrimento
Acabe com tua dor
Use a dissolução
Tua alma vai ao nada
Como tua vida mutilada
Tua amargura latente
Tendo como escora as palavras
E paraísos inexistentes.
Vá para o céu ou inferno
Para o corredor dos
desesperados
Ou para o nada eterno
Mas, livra-te do que te dana
Da podre condição humana.
O inferno do outro. – Jaime
outono 2005
DOUS
Tenho duas vidas
Uma é o acaso
A outra
Entre os labirintos das
palavras.
terça-feira, 21 de novembro de 2023
terça-feira, 14 de novembro de 2023
O MEU VALIOSO TEMPO
Tenho tantos escritos
Tantas anotações
Poemas, motes
Inspirações
Que vivo perdido
Entre textos e noções
Tenho sempre algo
inacabado
Agendas lotadas
Cadernos rabiscados
Poesias incompletas
Caixas abarrotadas
Tenho papeis por toda a parte
Encima dos armários
Nas escrivaninhas
Nos bolsos
Em lugares estranhos
Nos cantos
Em baús
De todos os tamanhos
Tenho pensamentos
Incertezas
Metáforas
Clarezas
Absurdos
Acertos e Enganos
Tenho escritos nos
guardanapos
Caixa de Cigarro
Papeluchos e trapos
Papel de pão
Papel de embrulho
Tudo é usado para a
inspiração
Tenho anotações
Em caixas de remédio
Papeis de chocolate
Capas de filme
Blocos ao lado da cama
Além do meu moleskine
Tenho diversos lápis
Canetas distintas
Sheaffer, Parker
Esferográficas e tintas
Bic, Pentel e Cross
De aprendizes a
professores
Só não tenho a Mont Blanc
Personalizada dos
escritores
Tenho inspiração
Devaneios e chistes
Sempre uma anotação
Escritos inacabados
Poemas sem fins
Nos bolsos amarrotados
Indiferente ao meu final
A morte em meio a loucura
Dos meus papéis
rabiscados.
Jaime Bahá - - A loucura que me faz viver.
sexta-feira, 10 de novembro de 2023
quinta-feira, 26 de outubro de 2023
Morte
Serei breve
Como cabe a um moribundo
Pois minha alma leve
Tem ânsias de ganhar o outro mundo
Aos amigos mais chegados
Deixo um pedido à toa
E não se trata ó bastardos
De consolar minha patroa.
Antes que este fio de luz se vá
E eu me perca na noite profunda
Enxotem o padre a golpes de pá
E as carpideiras com chutes na bunda.
Depois hidromel
Vinho doce
Agua e farinha branca
Com isso partirei fluidoflamante feliz
Passarei a eternidade
A comer margaridas pela raiz.
Poesia de velho - Jaime Baghá
sábado, 30 de setembro de 2023
SOLIDÃO
As vezes é difícil viver na penumbra
Em meio à anomia provinciana
Fica uma viagem maluca
Sonhando o lúdico
Em meio aos personagens
surdos
Em derrisão
Imbecis de hilárias
bisbilhoteiras
Rindo da própria estupidez
Das piadas da elite retrógada
Da falta de lucidez.
As vezes não é fácil viver mudo
Solitário
Lendo “Poema Sujo”
Sem ter alguém para comentar
Sair para as ruas
Sem ter alguém para ouvir
Sem ninguém para falar
Às vezes é difícil viver a erudição
Em meio a pouca educação
Inclusive dos mais próximos
Que vivem do ócio
Alguns infernais
Toscos de feridas expostas
De agressivas respostas
E a mente vazia
Sem estro
Sem vida
Sem sonhos
E poesia.
Como dizia Mario de Andrade, “Eu insulto o burguês funesto”. Jaime










